Imaginarius

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Sete Sóis Sete Luas
Direcção Artística 

Pelo sétimo ano consecutivo, o Imaginarius apresenta-se pontual no encontro com o seu público para alterar a normalidade do quotidiano, reinventando os espaços urbanos e proporcionando a todos uma oportunidade de encontro com o teatro e com a arte.

O festival, cada vez mais empenhado na vertente da criação, propõe este ano quatro produções próprias (“Donzela”, “Teatro e Matrimónio”, “Market Platz 2” e “O Canto das Sirenes encontra o Fado”) e acolhe uma outra da Associação Sete Sóis Sete Luas.“Donzela”, de Joana Vasconcelos, exprime com grande força a escolha do festival em estabelecer uma importante relação com o território e com a comunidade de Santa Maria da Feira. Uma escolha premiada também pelo facto de que “Donzela”, imediatamente após a apresentação no Imaginarius, será exposta numa das bienais de arte mais importantes do mundo, a de Veneza.“Teatro e Matrimónio” é um projecto do Imaginarius que obteve o reconhecimento e apoio da Comunidade Europeia, através do programa Cultura 2000. Trata-se de uma viagem em torno da instituição do casamento, vista sobretudo sob o perfil da sua ritualidade dramatúrgica. “Market Platz 2” afronta, sem inibições, como é típico da Companhia Cacahuète, um tema central da sociedade de hoje: o consumismo como única razão da nossa existência, agora predominante sobre qualquer outro valor. Um espectáculo difícil, mas certamente necessário. “O Canto das Sirenes encontra o Fado” funciona como uma espécie de alarme, solicita a nossa maior atenção, para que não nos percamos de vista uns aos outros, numa sociedade que parece ter esquecido os próprios pontos de referência.

O Imaginarius será anfitrião da inauguração de um projecto da Associação Sete Sóis Sete Luas denominado “Parque das Árvores Queimadas”, realizado pelo artista brasileiro Zenildo Barreto. É uma instalação permanente num espaço público, que pretende contribuir para a sensibilização do problema dos incêndios estivais que tanto aflige Portugal, sobretudo nos últimos anos. São várias também, como sempre, as acções de formação do festival. De entre todas recordamos o ateliê de Pippo Delbono e o dos irmãos Colombaioni, os palhaços escolhidos por Federico Fellini para os seus filmes, dedicados ao mundo do circo.De entre as companhias estrangeiras de passagem pelo festival, todas em estreia nacional, queremos relembrar Doedel, uma extraordinária companhia que retrata a realidade artística holandesa, e Teatro de
la Saca, uma jovem e muito promissora companhia espanhola. De entre as nacionais, devemos certamente referir o espectáculo “Arestas” (co-produção FIAR/O Bando), pela primeira vez no Imaginarius.

Obrigado a todas as instituições que permitem a existência do festival, obrigado aos artistas e às gentes de Santa Maria da Feira que aceitaram o nosso convite e, frequentemente, aceitam também o nosso desafio. Obrigado, sobretudo, ao público que nos recompensa com a sua presença. 

Câmara Municipal de Santa Maria da Feira
Alfredo Henriques  

Não é a primeira vez que o Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua de Santa Maria da Feira envolve a comunidade local na produção de espectáculos e residências artísticas, mas a edição deste ano tem a particularidade de ter mobilizado um concelho inteiro em torno de uma obra de arte que ficará, seguramente, na memória de quem nela participou e de todos aqueles que rumarem à cidade durante os três dias do Festival. Estendida à “varanda” do Castelo – a casa mãe de todos os feirenses – a colcha gigante de Joana Vasconcelos e, sublinhe-se, das mulheres e crianças de Santa Maria da Feira, será por estes dias um belíssimo símbolo de união das gentes da Feira em torno do Imaginarius, um dos mais importantes projectos culturais do município. Mas o saber e a experiência dos feirenses não se esgotaram nesta obre de arte. Grupos etnográficos do concelho envolveram-se também na preparação do projecto “Teatro e Matrimónio”, mergulhando nas tradições mais antigas do casamento, que serão exibidas numa grande parada de rua, onde a população também é convidada a desfilar com trajes de noivos, a par de grupos representativos de vários países da Europa.

Na verdade, ninguém ficou indiferente à forma como a comunidade se envolveu na preparação destes projectos do Festival. Por isso, é nossa intenção continuar a investir na produção local, usufruindo do know-how de grandes artistas e companhias nacionais e internacionais de teatro de rua. A consolidação deste objectivo passa, naturalmente, pelo Centro de Artes de Rua, que começa a ganhar forma, e que será um dinâmico e qualificado laboratório de produção artística para este e outros eventos culturais. De resto, e tal como em edições anteriores, o Imaginarius’07 dá particular atenção à vertente formativa, proporcionando a participação de jovens actores em espectáculos de conceituadas companhias.

Quem, habitualmente, visita Santa Maria da Feira por estes dias já conhece algumas das curiosidades do Imaginarius, mas nem por isso deixa de se surpreender com a originalidade dos espectáculos e instalações apresentados em cada uma das edições. Certo é que as ruas voltam a ser o palco privilegiado da cidade e o inesperado pode acontecer em cada canto e esquina.

Seja bem-vindo ao Imaginarius! 

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